É intrigante como a vida nos sacode e atordoa quando menos esperamos. Vem de súbito um grande giro que arranca tudo do lugar e mexe as estruturas. Vida é mesmo esse lugar provisório dentro de um grande desassossego.
Sabemos que nos lugares mais possíveis de sofrerem grandes abalos com terremotos já estão sendo construídos prédios capazes de suportar esse tremor devastador. São prédios que se movem de acordo com a força do terremoto, há uma flexibilidade capaz de suportar esse impacto. É um dado de realidade que nos serve de metáfora para a nossa íntima vida psíquica. Como seria mais tranquilizador se tivéssemos uma mente capaz de suportar os grandes abalos, os grandes sacolejos por meio dessa capacidade de nos movermos quando mais queremos paralisar, fugir, correr, DESMORONAR.
Não falo de uma mente vigilante como se estivesse à espera de uma possível tragédia, mas de uma condição afetiva de suportar as tormentas de uma maneira menos rígida e paralisante. É certo que somos dotados de forças contrastantes: amor x ódio, vida x morte, tristeza x alegria. Mas é inegável que nosso instinto de sobrevivência é a grande força que nos impulsiona a buscar - com todo o vigor da esperança - dias melhores (mesmo quando atravessamos os mais tristes). E, é assim, que diante dos nossos terremotos podemos impedir que se tornem ruínas o que merece ser constantemente reinventado e reconstruído pela força da esperança e do amor à vida.
Ludmylla Almeida
Texto incrível, maravilhoso!!!!Que a esperança reconstrua os terremotos de nossa vida.Parabéns!
ResponderExcluirSensacional,amiga!!! Noooootaaaaa deeeeeezzzz ( sabe como é a voz que diz isso,né? RSRSRSRS) Bjo
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